terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Cardeal Raymundo Damasceno garante a Bento XVI oração do episcopado brasileiro


O cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), garantiu ao Papa Bento XVI, que anunciou sua renúncia ao trono de Pedro, a oração dos bispos brasileiros, agradecendo a Deus pelo dom do ministério petrino.

Bento XVI disse que após ter examinado repetidamente sua consciência diante de Deus, chegou à certeza de que suas forças, devido à idade avançada, "já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino".

"Nós no Brasil, creio que também como em todo o mundo, esta notícia da renúncia prevista para o dia 28 de fevereiro do Papa Bento XVI foi recebida evidentemente com muita surpresa. Nós, por outro lado, acolhemos esta decisão do Santo Padre pelas razões que ele mesmo apresentou motivando sua renúncia, dizendo que, neste momento, sente-se debilitado do ponto de vista físico e também fragilizado nesse 'ânimo' de estar à frente da Igreja devido às exigências, às responsabilidades desse cargo", disse o cardeal brasileiro à Rádio Vaticano.

Segundo dom Damasceno, "o Santo Padre, num gesto que eu diria de humildade e de coragem, preferiu deixar o exercício do ministério petrino para o seu sucessor e, certamente pensando no bem melhor da Igreja, com sua consciência tranquila de ter procurado cumprir esse sete anos à frente da Igreja. E nós podemos dizer que seu pontificado é muito rico por aquilo que ele vai nos deixar, com suas encíclicas, suas homilias, as catequeses, com suas mensagens durante as viagens apostólicas. A nossa atitude neste momento é de agradecimento a Deus pelo dom do ministério do Papa Bento XVI, a quem estamos unidos em plena comunhão, ao mesmo tempo assegurando-lhe também as nossas orações".

Também o cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo (SP), definiu a notícia da renúncia de Bento XVI como "uma surpresa geral". Segundo ele, "embora o Papa tenha acenado algumas coisas quando ele deu aquela entrevista ao jornalista alemão e publicada no livro 'Luz do Mundo', quando ele dizia que um Papa quando não tem mais condições de levar avante seu pontificado deve renunciar. E outro pequenos sinais. Tantas vezes foi levantada esta hipótese, de que um dia ele iria renunciar e isso acabou acontecendo", disse em entrevista à rádio do Vaticano.

Da redação do Portal Ecclesia.

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